terça-feira, 18 de agosto de 2009

Adeus ano-velho, feliz ano-novo



É agosto, ainda faltam quatro meses pro Natal e a chegada de 2010, no entanto, solto meus fogos agora, não exatamente para comemorar uma virada de ano, mas para dar passagem à esperança e dar as boas-vindas às coisas novas que vieram habitar a minha vida. Despeço-me do que ficou velho, do que virou passado, do que ficou pra trás, do que não cabe mais, para abrir espaço para o que  passou a fazer parte. Para novos amigos,  amigos que de distantes se fizeram próximos, para um novo amor, para uma nova mulher. Nunca pronta, nunca definida, a mesma de sempre, transformada, a menina revisitada, a mulher que se apresenta a ela mesma, novamente, e diz: "muito prazer".

Ah baby, não é fácil o caminho, não é sem medo ou sem dor, às vezes tanta. Um dia a gente se perde, um dia a gente se encontra e cai e levanta e cai e levanta, como se aprendêssemos a velejar num barco à velas. Mas como seguir em frente se nos sentimos como uma flor presa a um vasinho de mágoas? Aprendendo a olhar ao redor e acima e mais acima, deixando o sol  curar as feridas, desabrochando mais uma vez, vomo se fosse a primeira. Em um dos filmes da minha vida, que muitos amam e outros tanto detestam, “Magnólia”, uma frase permeia todo o enredo “O passado já era pra nós, mas não nós para o passado”. É isso. Como acertarmos as contas com o que pode viciar nossas experiências presentes e futuras? Porque nos prendemos ao passado, como se ele fosse algum troféu, como tantas vezes tiramos o pó, ou como queremos enterrá-lo, dar as costas a ele, sem nenhum entendimento.

O muito que demora para estendermos nossas duas mãos a ele, confrontá-lo, acarinhá-lo e, por fim, nos reconciliarmos com ele. Às vezes toda uma vida. Melhor se for agora. Porque somos parte do que já fomos, porque somos o que vivemos, porque percorremos essa estrada.Mas não fazer dele a nossa morada, não nos acomodarmos e adormecermos em seus braços.
Perdoar, aos outros e a si mesmo, não carregar culpas desnecessárias, saber viver com os arrependimentos (porque sim, nos arrependeremos tantas vezes na vida e por tantas coisas), não revisitar velhos fantasmas, não ter medo do desconhecido, das mudanças que se impõem. Ter lembranças boas, guardar velhas fotografias que nos façam sorrir, saber fazer a fila andar, nos darmos chance para seguir em frente, feliz. E, se possível, sem tanto medo. Agradecendo toda ajuda que encontremos nessa jornada. São nossas pedras preciosas. As suas. As minhas. E as minhas nesse reveilon de agosto tem seus nomes e a eles agradeço. Feliz ano-novo!

Para Alexandre, Edson, Lúcia, Claúdia, Cibele, Regina, Fernanda, Aldi, Carol, Cássio e para minha família.

Um comentário:

  1. Oiiiiiiiiii....agradeço muito a Lembrança
    do meu nome,me faz feliz saber que significo
    algo na sua vida!!
    Bom,e de coração espero mesmo que seu Ano Velho
    realmente se vá...e que o Novo Ano te seja lindo,e melhor mesmo,em todos os sentidos,especialmente nos sentimentos!!
    Beijos!!
    obs: Conte comigo nesse seu novo mundo,novo ano,novo mundo de ano novo!!
    :)
    Petry.

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